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CARNE SINTÉTICA: O FUTURO DO MERCADO DE CARNES?

O  uso da carne como principal fonte de proteína nas refeições da população causa sérios problemas ambientais para o planeta, como o alto consumo de água potável e de  antibióticos, o uso de grandes porções de terra para cultivar alimentos e abrigar os animais, assim como a emissão exagerada de gases que contribuem para o efeito estufa. Segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), a agropecuária é o segundo setor que mais emite gases efeito estufa no Brasil, correspondendo a aproximadamente 27% das emissões desses gases no país. Diante dessa notícia, o crescimento do número de pessoas que vêm excluindo a carne animal da alimentação decorre da conscientização dos danos ambientais causados pela pecuária, e da crueldade praticada contra esses animais, que não vivem nas condições adequadas para o seu desenvolvimento.

Isto posto, começaram a ser desenvolvidas carnes sintéticas em laboratórios, que são produzidas a partir das células dos animais, ou seja, elas não causam o abate excessivo de animais e nem prejuízos ao meio ambiente. Nesse processo, são fornecidos nutrientes para que as células possam se multiplicar naturalmente de forma eficiente e segura. Essas células são obtidas através de bancos de células, da coleta de um tecido por meio de biópsia, isolando células de ovos ou carne cultivada tradicionalmente.

Alguns dos benefícios da carne sintética são:

  • controle dos nutrientes presentes no alimento durante a produção;
  • preservação da biodiversidade;
  • diminuição da emissão de gases estufa e do desmatamento;
  • diminuição do uso de hormônios sintéticos e antibióticos;
  • diminuição do risco de contaminação de doenças provenientes da carne animal.

Igualar o sabor e a textura da carne sintética à carne animal ainda é um trabalho que está sendo desenvolvido com o avanço da tecnologia. Entretanto, não se pode afirmar que a produção da carne sintética é totalmente sustentável, pois ela consome uma quantidade de água considerável, além de gastar energia, de acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). 

Entre esses desafios, há também outras problemáticas para a produção da carne de laboratório, como:

  • o  alto custo de produção;
  • a necessidade de laboratórios bem equipados;
  • o grande número de insumos gastos;
  • a manutenção de um ambiente totalmente estéril para dispensar do uso de antibióticos, condição difícil de se conseguir;
  • o plástico usado para manter a esterilidade pode causar problemas endócrinos;
  • o uso do soro fetal bovino no meio de cultura das células, o qual seria contra alguns dos propósitos apresentados anteriormente.

Portanto, a carne sintética está sendo desenvolvida como uma alternativa à proteína animal por ter menores impactos no ambiente e na saúde humana, e por diminuir drasticamente o sofrimento dos animais. Contudo, ela ainda tem um alto custo para ser produzida e também pode demandar bastante energia no processo. Assim, a sua viabilidade ainda está sendo estudada, bem como o caminho a ser percorrido na produção de forma que o produto final supra as necessidades humanas sem acarretar prejuízos maiores que o comércio da carne convencional.

Confira outros textos sobre temas como esse em nosso blog!

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