Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora

PARA QUE SÃO UTILIZADOS ADITIVOS ALIMENTARES?

De acordo com a FAO (Food and Agriculture Organization), um aditivo alimentar é definido como uma substância não nutritiva, adicionada intencionalmente ao alimento, geralmente em quantidades pequenas para melhorar aparência, sabor, textura e propriedades de armazenamento. Ou seja, os aditivos alimentares têm por objetivo modificar as características físicas, químicas, biológicas e sensoriais de um produto. 

A utilização dessas substâncias dentro da indústria alimentícia é permitida pelo Decreto n° 55.871 de 26/03/1965. No entanto, essa estratégia de produção deve ser executada de forma segura e responsável, visto que pode interferir negativamente na saúde do consumidor quando usada incorretamente. Por esse motivo, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) organiza os diversos tipos de aditivos em categorias, determinando as funções, limites, quantidades adequadas e as regras para utilização. 

Rótulo nutricional de um suco de manga industrializado. 

Além disso, é importante salientar que todo produto alimentício deve possuir rótulo (clique aqui para saber as novas regras e, aqueles que possuírem aditivos, devem conter a indicação do aditivo aplicado, nomeado ou em código INS, como exemplificado no rótulo abaixo. A ANVISA possui uma tabela informativa com os códigos INS de aditivos, que pode ser encontrada aqui.

Para uma melhor compreensão acerca da aplicabilidade e função dos aditivos, listamos abaixo oito categorias dos mais utilizados pela indústria.

  1. Corantes: aditivos responsáveis pela modificação da cor natural de um produto, a fim de deixá-lo mais colorido e atrativo visualmente. Existe a classe de corantes naturais (como a curcuma – INS 100, carmim – INS 120 e clorofila – INS 140i) e a de corantes artificiais (como a eritrosina – INS 124, tartrazina – INS 102 e indigotina – INS 132);
  1. Aromatizantes: conferem propriedades sensoriais, caracterizando e aproximando ao máximo o sabor e aroma dos produtos naturais, aumentando assim a aceitação do consumidor. Os aromatizantes naturais mais utilizados no mercado são os óleos essenciais, extratos e bálsamos, e os artificiais são aromatizantes idênticos aos naturais, aromatizantes de reação/transformação ou até mesmo uma mistura; 
  1. Conservantes: quando adicionados a um determinado alimento, impedem ou retardam alterações provocadas pela ação de microrganismos, enzimas ou agentes físicos, aumentando assim, a qualidade e tempo de vida útil do produto. São exemplos de conservantes artificiais utilizados: ácido benzóico – INS 210, ácido sórbico – INS 200 e dióxido de enxofre – INS 220;
  1. Antioxidantes: são responsáveis por aumentar o tempo de validade de um produto, retardando a deterioração e odor causado pela oxidação do alimento em contato com o gás oxigênio presente no ar.  O extrato de alecrim e tocoferol – INS 307 são exemplos de antioxidantes naturais, enquanto o ácido ascórbico e o butil hidroxianisol (BHA INS 320) estão entre os antioxidantes artificiais;
  1. Edulcorantes: são aditivos utilizados como resposta à busca por alimentos de baixo valor energético. Nesse caso, os edulcorantes servem como um substituto à sacarose, produzindo uma sensação gustativa doce. São substâncias consideradas não calóricas pelo fato de não serem metabolizadas pelo organismo ou por serem utilizadas em baixíssima quantidade. Dentre os edulcorantes artificiais usados na indústria alimentícia estão a sacarina e seus sais de sódio, potássio e cálcio (INS 954) e o acessulfame de potássio (INS 950);
  1. Acidulantes: possuem a função de promover um aumento na acidez de um alimento, conferindo a ele sabor ácido. Também atuam como aromatizantes, reguladores de pH, agentes tamponantes, agentes de fermentação e agentes de preservação. Dentre os mais utilizados estão o ácido cítrico – INS 330, ácido tartárico – INS 334 e ácido fosfórico – INS 338; 
  1. Espessantes: utilizados para aumentar a viscosidade ou consistência do alimento e, por serem componentes hidrossolúveis e hidrofílicos, também são usados para dispersar, estabilizar e evitar a sedimentação de substâncias em suspensão. Um exemplo de espessante natural é a carboximetilcelulose sódica – INS 466, como também a carragena – INS 407 e a goma guar – INS 412;
  1. Estabilizantes: impedem que os ingredientes de um produto se separem em diferentes fases com o tempo, pois atuam provocando uma interação homogênea de ingredientes (como a água e o óleo) que, em condições normais, não se misturam. Também atuam evitando a cristalização dos alimentos, aumentando a viscosidade ou estabilizando espumas. Um aditivo natural dessa espécie é o Ágar – INS 406.

Por fim, podemos perceber a importância e as vantagens da aplicabilidade desses mecanismos na produção de alimentos, mas existem diversas outras formas de prolongar o prazo de validade dos seus produtos. Caso queira conhecê-las, entre em contato com a Dativa, também podemos te ajudar a alinhar-se à legislação vigente. Marque uma consultoria conosco e impulsione seu negócio!

Confira outros textos sobre temas como esse em nosso blog!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: