CONTAMINAÇÃO CRUZADA: O QUE É E COMO EVITÁ-LA

A contaminação cruzada é a transferência de microrganismos patogênicos -capazes de transmitir uma doença- entre os alimentos ou por meio de equipamentos e utensílios não higienizados corretamente. Vale ressaltar também, que esse tipo de contaminação pode ocorrer por falta de higiene do responsável pelo manuseio e/ou preparo do alimento, bem como por meio da manipulação de diferentes alimentos de forma irregular. Assim, há a transição de um tipo de contaminante presente em um alimento, pessoa ou objeto contaminado para outro.

Como resultado, é possível perceber a relação da contaminação cruzada com a saúde dos consumidores, haja vista que um alimento contaminado pode trazer riscos à vida e à saúde de quem os consome, principalmente para as crianças, idosos e todos aqueles que possuem sistema imunológico enfraquecido. Nesse sentido, as Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA´s), ou seja, doenças causadas pela ingestão de alimentos ou água contaminados, têm como uma de suas principais precursoras a contaminação cruzada.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada dez pessoas são acometidas pelas DTA em cada ano. Sendo assim, e levando em consideração que as DTA´s são de grande preocupação para saúde pública global, é evidente a importância do manuseio correto e dos cuidados a serem tomados no preparo e consumo dos alimentos. Dessa forma, trataremos a seguir sobre os tipos de contaminantes, bem como maneiras de evitar a contaminação.   

Além disso, segundo o Ministério da Saúde, a maior parte das doenças transmitidas por alimentos são causadas por bactérias (em destaque por Salmonella, Eschericha coli e Staphylococcus), no entanto, há também DTA’s causadas por vírus (rotavírus e norovírus) e, em menor proporção, as que são causadas por substâncias químicas. Desse modo, os agentes contaminantes podem se dividir em três tipos principais, sendo eles:

  • Físicos: visíveis a olho nu presentes nos alimentos;
  • Biológicos: microrganismos como vírus, bactérias e suas toxinas e outros parasitas. Esses podem estar presentes tanto no alimento ou em outro, quanto na pele humana ou em outras superfícies;
  • Químicos: provêm de substâncias químicas, como chumbo e agrotóxicos.

Existem, ainda, intoxicações que podem ser causadas por toxinas naturais, como cogumelos venenosos, toxinas de algas e peixes. 

Por conseguinte, em indústrias alimentícias ou em pequenas/médias empresas que trabalham com a  venda de  alimentos, é importante, além desses tipos de contaminações, ter-se a preocupação com as quais podem causar reações alérgicas e adversas para seus consumidores, como para os celíacos que têm intolerância ao glúten. Dessa maneira, para vegetarianos e veganos, por exemplo, que optam por não consumir determinados produtos, é evidente sua preocupação com o alimento consumido e, portanto, cabe ao fornecedor assegurar as exigências. 

Desse modo, como forma de cumprir as normas de produção e garantir que os alimentos não possuem riscos à saúde alimentar e se estão de acordo com as preferências dos consumidores, é válido ressaltar a importância de uma embalagem correta e adequada à rotulagem e suas especificações. Para conferir mais sobre novas tecnologias de embalagens clique aqui

Como dito anteriormente, existem muitas formas para contaminar um alimento, seja na produção, manuseio, transporte e entre outros. Assim, foi listado abaixo alguns modos e práticas necessárias para evitar a contaminação cruzada: 

  • Se houver potencial de contaminação, deve-se fazer uma lavagem cuidadosa das mãos entre o manuseio do produto nas diferentes etapas do processo.
  • Não utilize os mesmos utensílios, como facas e tábuas de cortar, para alimentos crus e cozidos. Por exemplo: não utilize uma faca de cortar carnes, para cortar vegetais sem higienizá-la corretamente.
  •  Não prepare e armazene alimentos de diferentes origens na mesma superfície.
  • Todos os equipamentos e utensílios que tenham entrado em contato com matérias-primas ou materiais contaminados devem ser cuidadosamente limpos e desinfetados antes de serem usados para entrar em contato com os produtos acabados.
  • Utilize sempre equipamentos e utensílios totalmente limpos. Certifique-se de que a limpeza desses equipamentos é feita de forma adequada. 

Diante do exposto, agora é possível entender um pouco mais sobre as contaminações cruzadas, seus riscos e contaminantes, além de perceber a importância dos cuidados de produção, manuseio e higiene nas fabricações dos alimentos, para assim garantir a segurança do alimento e consequentemente de seus consumidores.

Nesse texto também foi visto que, para quem trabalha no ramo ou deseja empreender e crescer no setor alimentício é necessário se preocupar com as adequações a todos os processos e também manter a qualidade e exigências dos produtos fornecidos, por isso, destaca-se o processo de rotulagem nutricional, tendo o rótulo e a sua relevância nos produtos alimentícios.

Ademais, a consultoria é recomendada para análise de demais aspectos relacionados aos produtos iniciais e finais, bem como o processo de produção. Para saber mais sobre as consultorias e em como ela pode ajudar na solução dos problemas, clique aqui!

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