Parâmetros químicos que determinam a qualidade de um combustível

A etimologia da palavra combustível nos remete ao latim: “combustibile”, e se refere às substâncias que, ao reagirem nas condições ideais com um comburente – como o gás oxigênio -, liberam energia. Assim, quando trazemos esse contexto para o ramo de combustíveis automotivos, trata-se da conversão de energia química à energia mecânica, quando a explosão do líquido no interior do motor, move os pistões do automóvel. Por isso, a qualidade dessa entidade, seja ela gasolina, etanol, diesel ou o que for, precisa ser assegurada.

Contudo, especialmente devido às mais diversas tentativas de varejistas do ramo, de adulterar o combustível em busca de maior lucro próprio, foi criado um padrão nacional e o órgão responsável por determinar esses parâmetros de qualidade, é a Agência Nacional de Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis (ANP). Portanto, todo e qualquer combustível importado, exportado ou comercializado no mercado interno, precisa atender a tais estipulações.


Os parâmetros são ríspidos e diversos, porém, alguns deles são fundamentais de serem verificados; são eles: o aspecto visual, o teor alcoólico, a massa específica e a octanagem (no caso da gasolina). Então, tomando-se como exemplo a própria gasolina, – no que diz respeito ao aspecto visual -, ela deve ser alaranjada/amarelada, límpida e isenta de impurezas. Sua massa específica, de acordo com a resolução ANP Nº 807 de 23/01/2021, deve ser de no mínimo 715,0 kg/m3 à 20º C e o teor alcoólico de 27% em volume, como previsto na legislação (portaria MAPA Nº 75/2015).


Ademais, relativo à octanagem da gasolina, também segundo a resolução ANP Nº 807 de 23/01/2021, deve ser de no mínimo 82 unidades (pelo método RON). No caso, a octanagem é importante pois, quando o combustível tem um valor adequado desse parâmetro, há uma maior resistência à detonação no motor do veículo, permitindo que ocorra no momento certo. Assim, evita-se um problema conhecido como “batida de pino”, que tende a ocorrer quando a ignição ocorre de forma precoce. Não obstante, tais constatações feitas no combustível, são apenas alguns dos pontos observados e da mesma forma que a gasolina, outros combustíveis como o etanol e o diesel também possuem parâmetros próprios.


Outrossim, em consoante à resolução Nº 9 de 07/03/2007, art. 8º: “O Revendedor Varejista fica obrigado a realizar as análises mencionadas no item 3 do Regulamento Técnico sempre que solicitado pelo consumidor”. Nesse sentido, os testes mencionados na legislação, são simples e rápidos de serem feitos e consistem basicamente na determinação de 3 dos fatores supracitados: cor e aspecto, massa específica e teor alcoólico. Sendo necessário equipamento específico, apenas para os 2 últimos testes mencionados.


Por fim, cabe ressaltar que para varejistas no ramo de combustíveis automotivos é essencial garantir para
os clientes a qualidade do combustível vendido. Para isso, deve-se atentar não apenas ao fornecedor do
produto, garantindo que não há irregularidades nesse lado, como também na necessidade de demonstrar
confiança, na prontidão para realizar os testes quando solicitados. Então, caso tenha interesse em fazer
eventuais testes completos de qualidade, elaborar cartilhas explicativas ou outro serviço na área, uma
empresa com o devido conhecimento técnico e especializado no assunto pode te ajudar.

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